Eu sou cedo.
E quase que choro.
Ora tenho de sair, porque já é tarde!
E tarde é a minha hora, cedo que sou.
Mas porquê quase que choro,
Se d’antes desdenhava?
(Ninguém se lembra! Ninguém se lembra?
Só eu.)
[Por vezes sinto-me contente. E
Levito nesta paz. Mas acordo sobressaltado
Pouco a pouco. Porque é que não me deixo dormir? Deixem-me dormir.]
(Será que foi grave? Ou foi problema, sequer?
Fui eu? Foi quem? ‘Raízes malditas, ambas as deles’
Por favor,
Que não seja nada)
E quase que choro?
Não quero ser cedo nem tarde.
Quero ser como todos, e se for o caso,
Não me lembrar.
(sei que não serei assim, apesar de almejar, por vezes.)
Mas, bolas, tu que escreveste contra reis porque gostas.
Tu, que, ‘o que interessa é gostar’, não é o que dizes sempre?
(só quero não lembrar porque entristece, por vezes)
Tu, João da Ega.
(nada vou concluir decerto – mas procuro ajuda, aqui falando comigo, cada um dizendo de si, por mim)
Tu João da Ega.
jo james
domingo, 18 de janeiro de 2009
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