domingo, 28 de setembro de 2008

A noite toda

A noite toda
Sou eu capaz de ficar,
Aqui, mesmo aqui…
… No tal sitio,
No nosso – que sim, que quero que seja nosso.
Na dureza mole,
Fria e aconchegante
D’um resto de rocha.
Plateia, primeira classe
Para um grande espectáculo,
O melhor,
Uma chuva de estrelas
Literalmente.
Onde as sombras,
Formosas
Também se concretizavam em seres,
Em coisas, ou imaginações.
Ah ah, pensamento,
Ou cansaço?

Foi ponto de partida,
Para tudo o que há.
Ou quase tudo?
Tudo e quase tudo ao mesmo tempo, espero eu.

Pois tudo o que de menos bom se passou
Que tenha sido tudo, não falte mais.
E tudo o que de bom ficou,
Seja em diante
Elevado ao infinito
Sem que percebamos, sequer,
Uma ínfima parte.

Foi um início do clímax
Que foi aquela recta final.
Propulsora de emoções
E de coisas sentimentaisEm proporções harmoniosas.

Foi o princípio duma confirmação.
O que antes podia ser,
Agora era. Tinha de ser!
Tanto que se passou,
Como se de uma adaptação se tratasse.
E que adaptação! E que argumento!
Parecendo mais pensado,
Embora tivesse sido mais cansaço.
Aconteceu.
Quase como profecia.
E foi bom, e fiquei leve
Com o peso de ter-lhe contado.
Com o não querer a sua mudança.
Mas nem sei o que dizer,
Para descrever a sua postura e reacção
Que em suma, pois não existem as palavras
Fizeram com que escrevesse esta canção.

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